14 A 19 DE FEVEREIRO

Confira as atrações desta semana no Centro Dragão do Mar


Asja lacis já não me escreve será encenado, neste sábado (18), no Teatro

As Férias no Dragão - Ceará em Alta chegam à ultima semana de espetáculos, no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura. A programação começa quinta-feira (16), com o teatro de rua "Imaginário Criador" e a dança "Zoom". Sexta-feira (17) tem "Felizes para sempre"; e, sábado (19), "Asja Lacis já não me escreve".

Antes, na quarta-feira (15), tem Debate com Ginga e show tributo a Leonard Cohen com Oscar Arruda.

O Pré-Carnval do Dragão segue com tudo, nesta semana, com o Bloco Chão da Praça, sob o comando d'Os Transacionais, nesta quinta-feira (16). Também tem Praça do Rock - Especial de Pré-Carnaval, nesta sexta (17), na Praça Verde, com shows gratuitos das banas Coldness, Obskure, Jack the Joker e Devil's Drink.

Domingo é a vez de os pequenos brincarem Carnaval, com o nosso Bailinho Infantil do Dragão, das 15h às 18h, na Praça Verde. Já o Bloco Iracema Bode Beat coloca a alegria na rua mais uma vez, em cortejo da Rua das Tabajaras à Praça Verde, a partir das 16h20.

Confira a programação completa abaixo.

 

 


 

PROGRAMAÇÃO

 

► DEBATE COM GINGA
Com o capoeirista e pesquisador Joel Alves

O Debate com Ginga é realizado uma vez por mês no Auditório do Dragão do Mar, proporcionando discussões de temáticas que se relacionam com a capoeira. Realizado pelo Grupo Capoeira Brasil, promove ainda oficinas e vivências de manifestações afro-brasileiras ou relacionadas com a capoeira. O debate promove a troca de saberes ao convidar pessoas oriundas de diversos setores da sociedade e de campos do saber. Para iniciar a discussão em 2017, o capoeirista e pesquisador Joel Alves trará um pouco de sua pesquisa sobre a capoeira em terras cearenses. 

“O Debate com Ginga é uma proposta de ir além dos espaços mais tradicionais da capoeira, instigando os capoeiristas a buscarem ampliar suas fontes de conhecimento e suas visões das temáticas que atravessam nossa arte”, afirma Luciano Hebert, corda marrom do Grupo Capoeira Brasil e coordenador do projeto.

O projeto Debate com Ginga tornou-se Projeto de Extensão da Universidade Federal do Ceará-UFC, pelo Instituto de Educação Física e Esportes – IEFES, desde novembro de 2016. Isto significa que passou a ser reconhecido, conservado e apoiado pela Universidade, como capaz de desenvolver atividades de caráter educativo, social, cultural, científico e tecnológico, envolvendo a Capoeira, cujas diretrizes e escopo de integração com a sociedade, agregam-se às linhas de pesquisa desenvolvidas pelo IEFES-UFC. Deste modo, o projeto será ainda capaz de provocar a investigação científica para alunos da graduação em Educação Física e outras áreas do conhecimento, bem como a socialização destes para quem não tem acesso direto à Universidade, com certificação a todos que dele participarem.  

A Capoeira e o Grupo Capoeira Brasil
A origem da Capoeira ainda hoje é discutida por diversos estudiosos da área, mas acredita-se que ela remonta aos tempos da escravidão, sendo criada provavelmente pelos negros escravos aqui no Brasil, na ânsia de se libertarem. A capoeira atravessou diversas fases e inúmeras adversidades, sendo até considerada uma prática ilegal e proibida.

Segundo o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), a Capoeira encontra-se presente em todo o território nacional e em mais de 150 países, tornando-se inviável contabilizar o número de praticantes. A Capoeira hoje é incentivada e amparada por Lei Federal e em 2008 foi reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil, sendo candidata a tornar-se patrimônio da humanidade.

O Grupo Capoeira Brasil, fundado em 1988 (ano de comemoração dos 100 anos da Abolição da Escravatura), na cidade de Niterói, pelos mestres Paulinho Sabiá (Niterói – RJ), Boneco (Barra - RJ) e Paulão Ceará (Fortaleza - CE), surgiu com o objetivo de incentivar, divulgar e resgatar a cultura e a arte da Capoeira, valendo-se desse instrumento como um meio de transformação e incentivando os praticantes a se tornarem cidadãos críticos.

Dia 15 de fevereiro de 2017, às 19h, no Auditório. Acesso gratuito.

 

 

 

 

 

► [MÚSICA] TRIBUTO A LEONARD COHEN COM OSCAR ARRUDA

Um dos principais nome da atual música cearense, Oscar Arruda apresenta o show "Bird on the Wire", uma apresentação inédita em homenagem a um grande artista da música universal: o cantor e compositor canadense Leonard Cohen. O grande escritor de canções, que se despediu em 2016 deixando um vasto legado musical, aplaudido pela crítica e ainda a ser melhor conhecido pelo público, será celebrado pelo cantor e guitarrista cearense, ao lado de outros representantes do primeiro time da cena de Fortaleza.

Em um show apoiado pelo projeto Ceará Jazz Series, o público terá a oportunidade de apreciar a recriação de canções de varias fases da obra de Leonard Cohen: dos anos 60 à década de 80, chegando a composições mais recentes do autor de "Dance me till the end of love". A atmosfera cool, noir, a um tempo sutil e intensa, simples e complexa, musical e poética, abstrata e metafórica mas também realista e direta nos matizes de Mr. Cohen será reconstruída no palco do Teatro do Dragão por Oscar Arruda (voz, guitarra e violão), Ayrton Bob Pessoa (teclado, hammond, sintetizador e efeitos), Claudio Miranda (contrabaixo), Marcelo Holanda (bateria) e Natasha Farias e Rafaela Miller nos vocais, tão característicos às gravações e aos shows do grande compositor.

"Como um grande fã da obra do Leonard Cohen, desde os 17 anos, ou seja, há uns 25 anos, esse show surgiu como a consequência de um antigo desejo", aponta Oscar Arruda, artista que, além de desenvolver um trabalho autoral, colabora com vários nomes da nova cena musical cearense, tendo a ousadia estética e a pesquisa de timbres, texturas e ambiências sonoras como diferenciais de seu trabalho.

Repertório: difícil escolha

O repertório do show vem em grande parte dos três primeiros discos de Leonard Cohen, citados por Oscar. "São seis a oito músicas dessa primeira fase, que é mais caracterizada pela presença muito forte do violão dele, pelos arranjos bem suaves, sem bateria. Digamos que é a fase mais folk dele, das canções mais extensas... Final dos anos 60 até o comecinho dos anos 70". indica.

"Da segunda fase, dos anos 70, tem uma do "New skin for the old ceremony", de 1974, tem uma desse disco. E talvez mais uma do "Death of a ladies´ man", cogita, citando o álbum de 1977. "Dos anos 80, uma coisa um pouco mais pop, do 'Various positions', de 85. Já com bateria, uma parte do show mais pra cima. Aí tem 'Dance me to the end of love', 'Hallellujah'... Do "I´m you Man", de 88, vamos ter algumas também", antecipa.

"É muito difícil escolher, porque a discografia dele é muito extensa. Optamos por incluir canções que as pessoas já tenham ouvido. Mas teremos algumas surpresas também". Convite feito para esse encontro com a obra de Leonard Cohen, revisitada por grandes músicos do Ceará.

Dia 15 de fevereiro de 2017, às 20h, no Teatro Dragão do Mar. Ingressos: R$ 20 e R$ 10 (meia).

 

 

 

 

 

 

►[TEATRO] IMAGINÁRIO CRIADOR
TRUPE MOTIM DE TEATRO

A gente sempre espera que uma história seja que nem bicho: tenha cabeça, corpo e rabo. Mas eu conheço uma porção de bichos que não tem rabo. Como, por exemplo, as baratas. E de barata eu entendo, porque brinquei por muito tempo com elas. Cheguei a criar uma. E assim como ela, fiz nos ferros velhos, cemitérios do tempo virarem ouro.

Sobre o grupo

A Trupe Motim de Teatro da cidade de Quixeré, um dos menores municípios do vale do Jaguaribe é um dos poucos grupos do interior que se pauta por uma linha de pesquisa e experimentações estéticas em ruas e espaços não convencionais como ruínas abandonadas e galpões de feira que resultaram em performances como "Dinheiro Vivo" e "Mercado Da Carne"; e espetáculos como "Rabisco de uma Quase Existência", "Animus", "Zoo Ilógico", e obras audiovisuais, curta-metragens: "Criação de Porcos", "Gaiola" e "Anhamun - O Cordel Mágico Dos Encouraçados". O novo trabalho da Trupe é o espetáculo "Imaginário Criador", resultado do laboratório de pesquisa teatral da Escola Porto Iracema das Artes. A Trupe Motim é um oásis neste deserto do fazer teatral, suas obras inquietantes, provocativas e visualmente belo traz uma reflexão e uma contribuição para o fazer teatral da região, suscitando debates a cerca dos processos criativos, oficinas e demonstrações técnicas.

Ficha Técnica

Interlocução artística: Luciano Wieser | Dramaturgia: Henrique Oliveira, Jéssica Teixeira, Luciano Wieser | Direção: Jéssica Teixeira | Direção de arte: Henrique Oliveira | Direção musical e sonoplastia: Rami Freitas | Elenco: Diego Anderson, Henrique Oliveira | Figurino: Antônio Manoel (Toinho), Henrique Oliveira | Cenotecnia: Antônio Manoel (Toinho), Diego Anderson, Geovânio Ribeiro, Henrique Oliveira, Marcelo Papel | Soldador: Nêgo | Produção: Jéssica Teixeira | Realização: Trupe Motim e Cia Carcará

Dia 16 de fevereiro de 2017, às 19h, na Praça Almirante Saldanha. Acesso gratuito. Classificação Livre. Duração: 50 min.

 

 

 

 

 

 

[PRÉ-CARNAVAL DO DRAGÃO] BLOCO CHÃO DA PRAÇA

Pelo quinto ano consecutivo, o Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura realiza uma das mais quentes festas de Pré-Carnaval de Fortaleza: o Bloco Chão da Praça. A noite inicia com os vinis carnavalescos do DJ Alan Morais e segue o baile sob o comando da alegria e das canções dançantes da banda Os Transacionais. O repertório une o Brasil das décadas passadas através de frevos, galopes, afoxés, marchinhas e cirandas. É uma verdadeira peregrinação carnavalesca que vai de Olinda a Salvador, passando pelos bailes cariocas e pelas praias do Ceará.

Além do DJ Alan Morais e da banda Os Transacionais, o Bloco Chão da Praça apresenta convidados a cada noite. São grandes nomes da atual música cearense que, cada um no seu balanço, fazem a mistura ideal de Carnaval com um toque mais elétrico, contemporâneo. Na última noite de Bloco Chão da Praça, é a realizado ainda o esperado Baile à Fantasia, que convida o público a explorar a criatividade e se fantasiar. Confira a programação:

Dia 16/02 – DJ Alan Morais e Os Transacionais convidam Shalon Israel, Lucinha Menezes e Ilya Borges

Dia 23/02 – Baile à Fantasia com DJ Alan Morais e Os Transacionais e os convidados Di Ferreira e Marcelo Renegado, com participação especial de Aldo Sena

Desde 2013, quando estreou no Dragão do Mar, o Bloco Chão da Praça tem conquistado cada vez mais o público de Fortaleza e turistas. Tanto que, em 2016, a festa migrou do Espaço Rogaciano Leite Filho para a Praça Verde, passando a receber mais de 5 mil foliões a cada quinta-feira, com um pico de mais de 7 mil pessoas na última noite da edição 2016.

Dias 16 e 23 de fevereiro de 2017, às 19h, na Praça Verde. Acesso gratuito. Classificação etária: 18 anos.

 

 

 

 

 

►[DANÇA] ZOOM
LUIZ OTÁVIO QUEIROZ

Uma aproximação deste tempo. Deste corpo.
O agora, a esta distância, o quanto conseguir reparar.

Sobre o artista

Luiz Otávio Queiroz nasceu em Fortaleza (CE). É bailarino, ator, coreógrafo, professor e produtor cultural. Começou seus estudos em arte no ano de 2006 no Curso de Cinema e Vídeo na Casa Amarela. Formado em Artes Cênicas – CEFET e pelo Curso Técnico em Dança – Turma II, em 2010. Foi ator, diretor e coreógrafo do grupo Teatro Vitrine entre os anos de 2006 e 2013. Durante esses anos, já participou de cursos com professores renomados como Carlos Simioni (LUME) e Tadashi Endo (MAMU BUTOH CENTRE). Desde 2012 é integrante da Cia. Dita.

Ficha Técnica

Direção artística, concepção, criação e dança: Luiz Otávio Queiroz | Trilha: Ayrton Pessoa Bob | Iluminação: Walter Façanha | Designer gráfico: Andrei Bessa | Fotos: Grá Dias e Gustavo Pedrosa

Site: http://luizotavioqueiroz.wixsite.com/luizotavioqueiroz

Dia 16 de fevereiro de 2017, às 20h, no Teatro Dragão do Mar. Acesso gratuito, com retirada de ingressos 2h antes do início do espetáculo, na bilheteria do Teatro. Classificação indicativa: 16 anos.

 

 

 

 

 

► [PRÉ-CARNAVAL DO DRAGÃO] PRAÇA DO ROCK ESPECIAL PRÉ-CARNAVAL

O Praça do Rock é um programa mensal do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura em parceria com a Associação Cultural Cearense do Rock (ACR), pensado para valorizar as diferentes matrizes do gênero em Fortaleza. Geralmente, é realizado sempre no último sábado de cada mês, mas em fevereiro chega no embalo do Carnaval, com uma edição especial, no dia 17 deste mês.

A ideia é apresentar uma programação alternativa para quem quer algo diferente da folia das marchinhas e blocos de Carnaval. Das 18h às 21h30, na Praça Verde, apresentam-se as bandas Coldness, Obskure, Jack the Joker e Devil’s Drink. aiba mais sobre as bandas:

 

/// Obskure

A banda Obskure foi formada em maio de 1989 pelos irmãos Amaudson e Jolson Ximenes. A formação coincide com um período de renovação do rock brasileiro quando importantes transformações se faziam no âmbito político e sócio-cultural. O grupo foi um dos pioneiros na fusão dos estilos heavy metal melódico de vocais líricos e guturais, transitando pelo clássico, como também pelo chamado hardcore, que traz em suas letras, cantadas em inglês, temáticas políticas e sociais. 

Os vinte e seis anos de existência propiciaram ao sexteto um extenso currículo com a gravação de fitas e CDs demo, participação em CDs Coletivos e Cooperativados organizados por selos independentes do Brasil e exterior assim como apresentações em diversas capitais do Norte-Nordeste (Belém, Recife, Teresina, São Luís, Natal), Goiânia, Brasília e na capital paulista, assim como em circuitos culturais como SESC e Banco do Nordeste.

No ano de 2012, através de votação dos leitores da revista Roadie Crew, quatro integrantes do grupo figuram na lista dos melhores do país. Jolson Ximenes (4º melhor baixista), Wilker D’ângelo (6º melhor baterista), Germano Monteiro (5º melhor vocalista) e Fábio Barros (4º melhor tecladista). Fonte: www.roadiecrew.com.

Em 2015, lançaram o DVD “Obskure 25 anos”, gravado ano passado no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, no evento “Dragão do Metal”. Atualmente, preparam um novo material, cuja temática gira em torno das questões sociais, políticas e culturais que envolvem o país atualmente. Uma leitura das disputas, do extremismo, da intolerância, dos diversos Brasis que vem sendo metamorfoseados.

Formação atual: Amaudson Ximenes (guitarra), Daniel Boyadjian (guitarra solo), Jolson Ximenes (baixo), Germano Monteiro (vocal), Mardonio Malheiros (bateria) e Fábio Barros (teclado)


/// Jack The Joker

O Jack The Joker foi formado em abril 2012 e se propõe a tocar um heavy metal/metal progressivo. Composto por Raphael Joer (voz), Lucas Colares (guitarra), Felipe Facó (guitarra), Lucas Arruda (baixo) e Vicente Ferreira (bateria), o Jack The Joker lançou seu primeiro disco, chamado In The Rabbit Hole, em julho de 2014 e está agendando datas para shows de divulgação do álbum.

Componentes: Raphael Joer (vocais), Felipe Facó (guitarra), Lucas Colares (guitarra), Lucas Arruda (baixo/vocais) e Vicente Ferreira (bateria)

 

/// Coldness

Coldness é uma banda cearense de heavy metal formada em 2003. Seu primeiro registro em estúdio, o EP “Sense of the life” (2009), recebeu boas críticas, levando o grupo a participar de eventos como o Rock Cordel e o Forcaos, o maior festival underground da região.

O primeiro álbum, intitulado “Existence”, foi lançado em 2011. Feito de forma independente, o disco consolidou o trabalho autoral da Coldness na cena rock cearense e rendeu shows maiores, como o da abertura para a lendária Viper (SP) em Fortaleza. Em seguida, vieram as primeiras viagens para fora do estado, com apresentações em Mossoró e Assú, no Rio Grande do Norte.

O grupo também realizou uma série de shows pelo interior do Ceará, passando por Forquilha, Ubajara e Maranguape. Em 2014, a banda alcançou uma importante conquista ao abrir para o show do artista André Matos, ex-vocalista do Angra (SP) e notória influência no trabalho do grupo. Nesse mesmo ano, a Coldness entrou em estúdio para a gravação do seu segundo CD.

O disco “Intervention” foi lançado em março de 2015. Numa produção de alta qualidade, o álbum traz ao público um heavy metal sofisticado, com primor técnico, estético e criativo. O trabalho comprova a completa consciência artística que a Coldness mantém sobre sua obra, resultado de uma carreira tocada com dedicação e profissionalismo. O reconhecimento proporcionou a grande realização de fazer o show de abertura para o Angra, no Siará Hall.

Com a excelente receptividade que o disco teve entre o público e a crítica especializada, a Coldness firmou uma parceria com especialistas em cenografia e audiovisual para a concepção do show de circulação do CD Intervention. O espetáculo, em elaboração, conta com direção cênica, iluminação planejada e ferramentas de projeção. O show está sendo concebido em detalhe, agregando ao som da banda uma narrativa imagética de apresentação, numa iniciativa pioneira no rock cearense.


/// Devil’s Drink

Formada em 2008 pelo então baterista Rodrigo Falconieri, o quinteto foca suas letras nas relações de poder no Nordeste.

Trazendo a tona os grandes problemas da sociedade, como a histórica exploração do poder público e o enriquecimento ilícito da região Nordeste assim como a seca e a força da cultura de seu povo. No seu álbum de estréia intitulado “Alpha” a banda mistura no seu caldeirão sludge, stoner e death metal.

Às vésperas de lançar seu novo álbum intitulado “The Vulture Protocol” a banda pretende novamente se aprofundar nas críticas sociais e existências das vidas no sertão. Usando do simbolismo do urubu para retratar o poder e a exploração do povo mas ao mesmo tempo exaltando a cultura regional. Como prévia álbum o quinteto lançou um vídeo clip com a faixa título do álbum com imagens captadas pela banda no sertão do Ceará.

Atualmente a banda é formada por Iuri Corvalan (Vocais), Mateus Martinez e Vinicius Dorneles (Guitarras), Ray Ângelo (Baixo) e Marcus Teixeira (Bateria).


Dia 17 de fevereiro de 2017, às 18h, na Praça Verde. Acesso gratuito. Classificação etária: 18 anos.

 

 

 

 

 

►[DANÇA] FELIZES PARA SEMPRE
CLARISSA COSTA E JHON MORAIS

Como nos apresentamos diante da sensação de felicidade eterna ao conhecer o amor de nossas vidas? E como nos mostramos depois que o eterno acaba? Os intérpretes Clarissa Costa e Jhon Morais, movidos por questões relacionais do amor, com pitadas de ironia e bom humor, passeiam por entre técnicas de danças de salão, gestos e vocabulários da Língua Brasileira de Sinais. Por uma tentativa de ir do céu ao inferno em uma dança.

Sobre o grupo

Os bailarinos Clarissa Costa e Jhon Morais, mesmo despontando de percursos diferenciados na dança, se afinam diariamente pesquisando modos de compor cena a partir de técnicas de danças rito-sociais e demais possibilidades de contato físico desenvolvidas dentro da Omì Cia de Dança, grupo no qual trabalham juntos desde 2010, sob a direção de Éder Soares. E, desde 2014, são estudantes de LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais), fazendo desta, ferramenta de comunicação e criação em dança.

Ficha técnica

BAILARINOS: Clarissa Costa (CE) e Jhon Morais (CE) | ILUMINAÇÃO: Ivna Ferreira (CE) | FIGURINOS: Maria Eufrásio (CE) | DIREÇÃO GERAL: Clarissa Costa (CE)

Dia 17 de fevereiro de 2017, às 19h, no Teatro das Marias. Acesso gratuito, com retirada de ingressos 2h antes do início do espetáculo, na bilheteria do Teatro. Classificação indicativa: Livre. Duração: 35 min.

 

 

 

 

 

►[TEATRO] ASJA LACIS JÁ NÃO ME ESCREVE
GRUPO TERCEIRO CORPO

O espetáculo gira em torno da figura de Asja Lacis, colaboradora de Meyerhold e de Eisenstein, próxima do grupo de Maiakóvski. Asja é a amante de Walter Benjamin. Por intermédio dela, Brecht e Benjamin se conhecem. No final dos anos 30, Asja Lacis desaparece num campo de concentração stalinista. “Asja Lacis já não me escreve” registrou Brecht no seu diário em janeiro de 1939, sugerindo que Asja teria sido levada para um campo de concentração stalinista.

Sobre o grupo

O Grupo Terceiro Corpo estreou em 2014 com a peça “Tudo ao Mesmo Tempo Agora", na qual desenvolve uma pesquisa de solo-coletivo: quatro atrizes representam a mesma personagem. O espetáculo cria interfaces entre dança, gastronomia e teatro. O segundo projeto do grupo, “Asja Lacis já não me escreve”, participou do Laboratório de Pesquisa Teatral da Escola Porto Iracema em 2016, realizando a continuidade da pesquisa de solo-coletivo a partir da ideia de uma personagem (Asja Lacis) partilhada entre duas atrizes e um ator.

Dia 18 de fevereiro de 2017, às 19h, no Teatro Dragão do Mar. Acesso gratuito, com retirada de ingressos 2h antes do início do espetáculo, na bilheteria do Teatro. Duração: 60 min.

 

 

 

 

 

► [PRÉ-CARNAVAL DO DRAGÃO] BAILINHO INFANTIL DO DRAGÃO

Um dos mais tradicionais bailinhos infantis de Carnaval da cidade, o Bailinho Infantil do Dragão do Mar recebe os pequenos com muito confete, serpentina, brincadeiras e um repertório animado de canções infantis de Carnaval. Gratuita, a programação começa às 15h, com atividades de pintura e jogos do Brincando e Pintando no Dragão, e segue depois com atrações musicais e teatrais especialmente selecionados para a criançada.

15h -Brincando e Pintando no Dragão do Mar
15h30 - Oficina de Confecção de Máscaras com a Granja Regina
16h - Baile da Zefinha

Dia 19 de fevereiro de 2017, das 15h às 18h, na Praça Verde. Acesso gratuito.

 

 

 

 

 

 

►[PRÉ-CARNAVAL DO DRAGÃO] BLOCO IRACEMA BODE BEAT

A brincadeira e folia do Carnaval ganham um teor tipicamente cearense com o Bloco Iracema Bode Beat, que, neste ano, pela primeira vez, integrará o Pré-Carnaval do Dragão do Mar. O encontro de Iracema com o Bode Ioiô é um convite a segurar a alegria pelo chifre e fazer da transgressão um ato de amor. Com os brincantes do bloco encarnando o Bode Ioiô e a travestida Yasmin Shyrran dando vida à índia Iracema, o Iracema Bode Beat bota o bloco na rua para escancarar. De um lado, uma Iracema que remete à diversidade sexual; do outro, um Bode que representa a própria cultura nordestina.

Formado por músicos oriundos da Assaré Big Band e mestres da cena da percussão cearense, sob a regência do maestro Ferreira e as vozes de Daniel Groove e Nayra Costa (foto), a banda Iracema Big Band comandará o cortejo do bloco, com a participação de atrações de linguagens artísticas diversas, como o circo do grupo As 10 Graças de Palhaçaria. Será o chamado Rolê de Iracema com seu Bode. A concentração será às 15h, no Café Couture (Rua dos Tabajaras, 554 – Praia de Iracema), com início do aquecimento da banda do bloco às 16h. A partir das 16h20, o cortejo parte rumo à Praça Verde do Dragão do Mar, onde a festa continua até as 20h.

Dias 19 e 26 de fevereiro de 2017, a partir das 15h, no Café Couture; e partir das 18h, na Praça Verde. Cortejo entre esses pontos, às 16h20. Acesso gratuito. Classificação etária: 18 anos.

 

 

 

 

 

 

TODA SEMANA NO DRAGÃO DO MAR


Feira Dragão Arte
Feira de artesanato fruto da parceria com Sebrae-CE e Siara-CE.
Sempre de sexta a domingo, das 17h às 22h, ao lado do Espelho D'Água. Acesso gratuito.

 

Planeta Hip Hop
Grupos promovem exibições de dança e música hip hop.
Todos os sábados, às 19h, na Arena Dragão do Mar. Gratuito.

 

Brincando e Pintando no Dragão do Mar
Brincadeiras e atividades infantis orientadas por monitores animam a criançada.
Todos os domingos, das 16h às 19h. Gratuito. Especialmente, neste domingo, integrará a programação do Bailinho Infantil do Dragão, na Praça Verde.

 

Fuxico no Dragão
Atrações artísticas e uma feirinha com vinte expositores de produtos criativos em design, moda e gastronomia agitam as tardes de domingo.
Todos os domingos, das 16h às 20h, na Arena Dragão do Mar. Gratuito.

 

 

 

 

 

 

PLANETÁRIO RUBENS DE AZEVEDO

O Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura informa que o Planetário Rubens de Azevedo passa por manutenção corretiva. Está, portanto, temporariamente fechado para atendimento ao público.

 

 

 

 

 

VISITE NOSSAS EXPOSIÇÕES

 

MUSEU DA CULTURA CEARENSE (MCC)

 

Exposição “Narrativas e Alteridade" [Encontros de Agosto 2016]

A partir do tema “Narrativas e Alteridade”, o festival Encontros de Agosto 2016 propôs que fotógrafos dos nove estados do Nordeste fossem além das próprias fronteiras, trazendo e potencializando imagens de lugares e sujeitos imaginados. O público poderá contemplar na exposição questões universais a partir das realidades locais, percebendo aproximações e diferenças. 

Esta exposição é composta de mostras coletivas de fotógrafos cearenses e dos demais estados do Nordeste. “As narrativas visuais têm como fundamento a alteridade, traduzida e discutida pelo olhar de 54 fotógrafos, sendo 23 deles cearenses. É uma oportunidade única dos espectadores verem essa rica produção nordestina em um só local. São mais de 300 fotos”, explica a coordenadora geral do evento, Patricia Veloso.

Os intercâmbios abrem canais de comunicação para circuitos nacionais e internacionais. Após a exibição no Ceará, as mostras serão adequadas para uma exposição itinerante. Mais sobre o festival Encontros de Agosto: www.encontrosdeagosto.com.

Em cartaz até 31 de março de 2017, no Piso Superior do MCC. Visitação de terça a sexta, das 9h às 19h (acesso até as 18h30); e aos sábados, domingos e feriados, das 14h às 21h (acesso até as 20h30). Gratuito.

 

 

 

 

 

Exposição Miolo de Pote: a cerâmica cearense primitiva e atual

Reunindo uma série de peças feitas de barro, a mostra apresenta o dinamismo e vivacidade desta arte ancestral e milenar, no Ceará, além de trazer ainda a contribuição de artistas plásticos e visuais como Bosco Lisboa, Gentil Barreira e Tiago Santana.

Potes, panelas, alguidar, caco de torrar café, brinquedos. A exposição Miolo de Pote revela um Ceará uno e múltiplo, similar e diverso, em dia com as heranças indígenas, africanas, ibéricas. “Primitiva e atual, a arte no barro mantém características próprias em cada localidade ou região, seja no tipo de material, no desenho, nas técnicas, seja no resultado final”, define a curadora Dodora Guimarães. Além dela, a mostra tem ainda a contribuição curatorial da historiadora e diretora de museus do Centro Dragão do Mar, Valéria Laena.

Miolo de Pote reúne, sobretudo, duas coleções públicas: a do Museu da Cultura Cearense (Instituto Dragão do Mar), feita entre 1997 e 1998, que cobriu a Região do Cariri, Saboeiro e Iguatu; e a da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Governo do Estado do Ceará), adquirida em 2005 e 2006, durante o Projeto Secult Itinerante, que percorreu todo o Estado. Algumas peças advindas do Projeto Comida e da exposição O Fabuloso Mundo do Barro, ambos do MCC, enriquecem a mostra que conta ainda com a participação dos artistas plásticos e visuais Bosco Lisboa, Gentil Barreira, Liara Leite, Sabyne Cavalcanti, Tiago Santana, Tércio Araripe, Terry Araújo e Túlio Paracampos.

 

Instalação de Bosco Lisboa

Em julho, o MCC e o artista Bosco Lisboa desenvolveram uma oficina gratuita, aberta ao público, cujas peças produzidas agora são parte de uma instalação inédita, nesta exposição. Nas aulas ministradas de 19 a 22 de julho, no ateliê da Praça Verde do Dragão do Mar, o artista ensinou as técnicas para se trabalhar com argila.

Natural de Juazeiro do Norte (CE), Bosco desenvolveu, por mais de dez anos, uma pesquisa com artesãos do Sítio Touro e do bairro Tiradentes, tradicionais redutos da cerâmica de sua cidade natal. Em 1994, passou a moldar o barro tendo em vista sua relação com o cotidiano. Por seu trabalho, recebeu menção honrosa no Salão dos Novos em 1993, em Fortaleza. Entre as exposições coletivas de que participou, destacam-se 1ª Bienal do Cariri (Juazeiro do Norte, 2001), Bienal Naif’s (Sesc Piracicaba, 2004) e Projeto Abolição Tudo É de Barro, no Centro Cultural do Abolição (Fortaleza, 2005).

Em cartaz até 31 de março de 2017, no Piso Intermediário do MCC. Visitação de terça a sexta, das 9h às 19h (acesso até as 18h30); e aos sábados, domingos e feriados, das 14h às 21h (acesso até as 20h30). Gratuito.

 

 

 

 

 

Exposição Vaqueiros [exposição de longa duração]

Exposição lúdica, de caráter didático, percorre o universo do vaqueiro a partir da ocupação do território cearense pela pecuária até a atualidade. Utiliza cenografia, imagens e objetos ligados ao cotidiano do vaqueiro.

No Piso Inferior do Museu da Cultura Cearense. Visitação de terça a sexta, das 9h às 19h (acesso até as 18h30); e aos sábados e domingos, das 14h às 21h (acesso até as 20h30). Gratuito.

 

 

 

 

 

 

MUSEU DE ARTE CONTEMPORÂNEA DO CEARÁ

 

Raimundo Cela – Um mestre brasileiro
Curadoria: Denise Mattar


Consertando a rede, Canto do Rio, Niterói, RJ (1947), óleo sobre tela 59,9 x 81,1 cm, Museu Nacional de Belas Artes. Rio de Janeiro - RJ (corte)

O advento do Modernismo no Brasil, em 1922, e sua implantação, até o final dos anos 1940, foram responsáveis pela depreciação dos artistas formados em bases acadêmicas. Nessa zona de esquecimento permaneceram, por décadas, excelentes pintores como Eliseu Visconti, Lucílio Albuquerque e Antônio Parreiras. Se isso ocorreu com pintores do eixo Rio-São Paulo, o que dizer de um artista de origem acadêmica que optou por viver e pintar sua terra natal, o Ceará? Essa miopia, finalmente, começa a ser desconsiderada pela crítica, abrindo espaço para a descoberta de grandes talentos esquecidos, como o pintor Raimundo Cela, cuja itinerância Raimundo Cela – Um mestre brasileiro chega no dia 17 de janeiro ao Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, depois de passar pelo Museu de Arte Brasileira da Fundação Armando Álvares Penteado – MAB FAAP e pelo Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), no Rio de Janeiro. A mostra, com curadoria de Denise Mattar, tem idealização da Galeria Almeida e Dale e patrocínio da MINALBA.


Catequese, óleo sobre tela 190 x 200 cm, Acervo Instituto Dragão do Mar

A retrospectiva, sucesso de público nas duas capitais, cumprindo sua missão de apresentar aos paulistanos e cariocas a obra do artista, abarca sua trajetória a partir de momentos-chave: o prêmio da Escola Nacional de Belas Artes, a viagem à Europa, o retorno a Camocim, a mudança para Fortaleza e a volta ao Rio de Janeiro. Desenhos, gravuras, aquarelas e pinturas, de todas essas fases, permitem compreender o seu processo criativo.

Segundo a curadora da mostra, Denise Mattar, Raimundo Cela é um dos principais criadores da visualidade cearense, ao destacar em sua obra pescadores e jangadeiros e a intensa luz das praias cearenses e as nuvens rosadas do céu equatorial. “Cela descartou a representação do nordestino como o sertanejo miserável e faminto, para mostrar o trabalhador forte e decidido do litoral. Suas composições, minuciosamente construídas, são plenas de ritmo e emoção. Elas reúnem a precisão do engenheiro à sensibilidade do artista, o épico ao cotidiano, a precisão do desenho à energia da cor”, afirma.

A exposição reúne obras do Museu de Arte da Universidade Federal do Ceará, do Instituto Dragão do Mar, do Palácio da Abolição, do Palácio Iracema, em Fortaleza, e do próprio Museu Nacional de Belas Artes no Rio de Janeiro, além de 15 coleções particulares de Fortaleza, Rio e São Paulo. Em contribuição à preservação da memória do artista e de sua obra, o projeto realizou o restauro de quatro obras que serão exibidas ao público pela primeira vez: Rendeira (1931, óleo sobre madeira, 32 x 40,5 cm); Cabeça de vaqueiro (1931, óleo sobre madeira, 38 x 46 cm) e Cabeça de Jangadeiro (1933, óleo sobre madeira, 38 x 46 cm) e Catequese (Óleo sobre tela 190 x 200 cm).


Vencendo o escarcéu (1942), óleo sobre madeira 86 x 110 cm, Coleção Particular - Fortaleza, CE (corte)

A mostra abre com desenhos e óleos de seus primeiros trabalhos, marcados pela influência do academicismo, ou seja, obras determinadas pelo perfeito domínio da técnica clássica, na composição de telas figurativas, evocações à Antiguidade Clássica e à paisagem brasileira. Nesse setor, destaca-se, entre outras, o Último diálogo de Sócrates (1917), obra premiada pela Escola Nacional de Belas Artes com uma viagem ao exterior.

Por causa da Primeira Guerra, a viagem acontece apenas em 1920, justamente o princípio dos anos loucos da capital francesa, onde Cela dedica-se aos estudos da gravura em metal, dando uma nova perspectiva à sua obra, não apenas na técnica, como também na temática. Ao longo dos anos em que permanece na Europa, como o público verá na exposição, seus desenhos, óleos e gravuras retratam cenas da paisagem francesa, como na tela Paisagem de Saint-Agrève (1921), e da realidade parisiense e de seus tipos, em estudos de nus e nos desenhos Ferreiro e Funileiro (1921).

Seus trabalhos despertam atenção da crítica parisiense e ele tem obras selecionadas para o Salon des Artistes Français. Nesse momento o artista sofre um AVC que o impede de pintar. Retornando ao Brasil, reside em Camocim e fica sete anos sem pintar. Volta a fazê-lo em 1929 e já realizando a temática que será a sua marca.

Um dos grandes destaques da exposição e da obra de Cela, o painel Abolição (1938), estará reproduzido em suas dimensões originais. Primeiro estado brasileiro a abolir a escravatura, em 25 de Março de 1884, o Ceará, terra-natal de Cela, encomenda a ele, em 1938, um painel que simbolize o momento histórico tão marcante para o Ceará e para o Brasil.

Raimundo Cela, sendo um moderno, nunca foi um modernista. O valor da arte de Raimundo Cela deve-se ao fato de ter sido concebida à margem das escolas, de não ter sido contaminada pelos modismos passageiros.

Nas palavras de Cláudio Valério Teixeira (artista plástico, restaurador e crítico de arte): “Na obra de Cela nada é inocência, tudo é fruto de planejamento, economia e técnica. Mas tudo é também movimento, força, agilidade e graça. Sua arte não procura simplesmente imitar as coisas representadas, é de uma beleza solene, meio melancólica, mas luminosa”.

O pintor, após um período em Fortaleza, retornou ao Rio de Janeiro em 1945. Tornou-se professor de gravura em metal da Escola Nacional de Belas Artes, cargo que ocuparia até a sua morte, em 1954. Nesta última fase da carreira, Cela foi duas vezes premiado com a medalha de ouro do Salão Nacional de Belas Artes.

Em cartaz de 18 de janeiro a 26 de março de 2017, no Museu de Arte Contemporânea do Ceará (MAC-CE). Visitação: de terça a sexta, das 9h às 19h (acesso até as 18h30); e aos sábados, domingos e feriados, das 14h às 21h (acesso até das 20h30). Gratuito.



A Arte da Lembrança – A Saudade na Fotografia Brasileira


Leila Diniz para o fotógrafo Evandro Teixeira

A partir de 18 de janeiro (quarta-feira), o Itaú Cultural e o Museu de Arte Contemporânea do Ceará – Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura abrem para visitação a exposição A Arte da Lembrança – A Saudade na Fotografia Brasileira. Em cartaz até 26 de março, A Arte da Lembrança perfaz um percurso iconográfico deste sentimento pessoal e universal, a saudade, registrado nos trabalhos em exibição em um arco de 80 anos, a partir da década de 1930, nos estados da Bahia, Pará, Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo. A mostra reúne 123 imagens de 36 artistas brasileiros, ou residentes no país, em variados estilos e linguagens. São nomes de representatividade na produção fotográfica do Brasil, como Alcir Lacerda, Alberto Ferreira, Irene Almeida, Luiz Braga, Gilvan Barreto, Paula Sampaio e o cearense Márcio Távora.


Lita Cerqueira (Lambe-lambe, 1976, Coleção da Artista)

Além da curadoria de Moura, a exposição tem pesquisa de Samuel de Jesus e projeto expográfico de Henrique Idoeta Soares e Érica Pedrosa, do Núcleo de Produção do Itaú Cultural. Ela chega a Fortaleza, seguindo uma itinerância iniciada em São Paulo, com passagens posteriores por Belém e Salvador.

A Arte da Lembrança convida o espectador a iniciar um percurso singular em um espaço de associação de ideias onde se juntam as experiências sensíveis que detemos do mundo”, observa o curador. Pernambucano, poeta, fotógrafo e ex-curador de fotografia da Pinacoteca do Estado de São Paulo, ele ganhou, em 2014 o prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) pela exposição Retumbante Natureza Humanizada, realizada no Sesc Pinheiros com fotos de Luiz Braga, um dos participantes desta mostra. 

Para Moura, a tradução de saudade vibra nas imagens selecionadas para esta exposição. “Nos rostos anônimos oferecidos ao passante curioso, dispostos no cenário improvisado de um fotógrafo popular”, diz complementando: “No desvio de uma rua, ou no meio da praça pública, percebemos a estranha sensação do seu limiar imagético”.


Alberto Ferreira (Série Brasília - Candango, 1960, Coleção Galeria Leme)

Até chegar ao conjunto de obras a serem exibidas, ele fez uma extensa pesquisa em todo o país em acervos particulares e instituições públicas. Reuniu cópias de época e ampliações únicas em pigmento mineral sobre papel algodão, entre outras, tanto em P&B quanto em cor e videoprojeções. No Dragão do Mar, a montagem ocupa todo o primeiro subsolo, com seis diferentes temáticas. Entre elas, o mar, a cidade das décadas de 1940 a 1960 e a morte – esta, abordada não só do ponto de vista humano, mas também material, mostrando o abandono de diferentes espaços.

Para citar algumas das obras, encontra-se neste percurso fotos de ambientes desolados, que denotam as marcas recentes da passagem de alguém, feitas pelo cearense Márcio Távora em 2011; Alberto Ferreira retrata em três fotos a construção de Brasília. Rastros de uma família e suas sutis tradições impressas em detalhes são fotografadas pelo premiado fotógrafo oriundo do Pará, Luiz Braga. Vê-se ainda o piso que restou de uma casa destruída no interior do Pernambuco, clicada por Gilvan Barreto em 2011; uma mulher consultando seu relógio, entre outras, diante do cinema na Cinelândia, no Rio de Janeiro, feita por Kurt Klagsbrunn no final da década de 40. Conte-se aqui também as videoprojeções Vazio, realizada por Alberto Bittar, em 2012, e Sonoro Diamante Negro, do ano de 2014, de Suely Nascimento.

Há ainda nove obras pertencentes ao acervo do Itaú Cultural e outras quatro fotos selecionadas pelo curador durante a pesquisa para a exposição, exibidas em formato de vídeo-projeção. Elas remontam ao início do movimento modernista na fotografia nacional, nos anos 1940, de autoria de German Lorca, José Oiticica Filho, Ademar Manarini, José Yalenti, Julio Agostinelli e de dois estrangeiros residentes no país, o letão Alexandre Berzin e o austríacoKurt Klagsbrunn. Neste espaço ainda há trabalhos de Luciano Andrade, nascido em 1950, na Bahia, cujo olhar contemporâneo dialoga com o dos demais artistas.

Como escreve o curador, são, enfim, registros das cidades e suas demolições, da perda das paredes do tempo, de objetos vazios à mercê da poeira do passado; da ausência e morte de entes queridos por alguém.

Em cartaz de 18 de janeiro a 26 de março de 2017, no Museu de Arte Contemporânea do Ceará (MAC-CE). Visitação: de terça a sexta, das 9h às 19h (acesso até as 18h30); e sábados, domingos e feriados, das 14h às 21h (acesso até as 20h30). Gratuito.

 

 

 

 

 

 

 

MULTIGALERIA

 

► Olhares contemporâneos - brasileiro e estrangeiro - sobre a Bulgária

Parte do Panorama de Arte e Cultura da Bulgária, a exposição apresenta trabalhos de dois premiados fotógrafos brasileiros, Tadeu Bianconi e Gabriel Lordêllo, e do fotógrafo francês residente na Bulgária Pierre Etienne Jay. Traz ainda gravuras, fotografias, símbolos e colagens búlgaros, além de exibir curtas e longas-metragens.

Em cartaz até dia 26 de fevereiro de 2017, na Multigaleria. Visitação: de terça a domingo, das 14h às 21h (acesso até as 20h30). Gratuito.

 

 


 

 

 

 

  FUNCIONAMENTO DO CENTRO DRAGÃO DO MAR

Geral: de segunda a quinta, das 8h às 22h; e de sexta a domingo e feriados, das 8h às 23h. Bilheteria: de terça a domingo, a partir das 14h.
Cinema do Dragão-Fundação Joaquim Nabuco: de terça a domingo, das 14h às 22h.
Museus: de terça a sexta, das 9h às 19h (acesso até as 18h30); sábado, domingo e feriados das 14h às 21h (acesso até as 20h30). Gratuito.
Multigaleria: de terça a domingo, das 14h às 21h (acesso até as 20h30). Gratuito.

OBS.: Às segundas-feiras, o Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura não abre cinema, cafés, museus, Multigaleria e Bilheterias.

 

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