Causos de carnaval
Os escritores Júlio Lira, Cláudio Portella e Luana Cavalcanti registram suas narrativas poéticas sobre a época momina, de onde renascem pierrôs, colombinas, arlequins e muitas outras alegorias peculiares da frevança brasileira. A convite do Dragão do Mar os autores escreveram crônicas que registram a atmosfera das ladeiras foliãs e manifestam romances e saudades que circularam os bailes de tantos e tantos carnavais. Em “Frevo”, o poeta e sociólogo Júlio Lira conta passos e sensações de um personagem embriagado pelo ritmo pernambucano. Tonto, suado, cansado e feliz, ele desfila rodeado a pandeiros, beijos e bêbados. Já Cláudio Portella, autor de textos traduzidos para o inglês, espanhol e italiano, escreve “Capítulos retirados do romance inédito - O amor não deixa bilhete”. No texto o leitor percorre o universo dos bailes periféricos, onde a figura principal é a “Barbie paraguaia”, um travesti que participa de “algazarras” sob o olhar complacente de seu parceiro. A palavra feminina está presente pela escrita de Luana Cavalcanti. Publicitária e contista sensível, a autora publica “Uma saudade chamada Arlequim”, que descreve amores secretos de uma colombina. A história é descoberta por uma filha que ler o diário da mãe já falecida. Nas páginas do velho caderno mais de oitenta carnavais revelam o amor ao pierrô e a saudade do arlequim.
Leia:
Luana Cavalcanti: Uma saudade chamada Arlequim.
Júlio Lira: Frevo.