O Museu de Arte Contemporânea do Ceará recebe obras de grandes artistas locais, nacionais e internacionais.

 

 

 

 

Filmes e Vídeos de Artistas na Coleção Itaú Cultural

 


 

De 23 de junho a 28 de agosto, o Itaú Cultural e o Museu de Arte Contemporânea do Ceará – Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura exibem a exposição itinerante Filmes e Vídeos de Artistas na Coleção Itaú Cultural, com 18 obras nacionais representativas de videoarte que perpassam os últimos 40 anos do gênero no Brasil. Com curadoria de Roberto Moreira S. Cruz, os trabalhos compõem um recorte deste acervo do instituto e levam à Fortaleza cinco obras recém adquiridas: a video-performance inédita Ordinário, realizado em 2013, por Berna Reale, mais dois trabalhos de Paulo Bruscky, um de Paulo França e mais um de Letícia Ramos.

 

Esta obra de  Berna representa um marco em sua carreira pois foi uma das que apresentou na 56ª Bienal de Veneza, cuja participação a projetou como uma das maiores artistas do Brasil na atualidade. Além de Ordinário, o Dragão do Mar recebe com exclusividade nesta itinerância, outras quatro aquisições recentes do Itaú Cultural: Registros (Meu Cérebro Desenha Assim) de 1979 e Xeroperformance (xerofilme), de 1980 realizadas por Pauo Bruscky; After a deep sleep (Getting Out), de 1985, com autoria de Rafael França e Mar, de 2008, assinada por Letícia Ramos.

 

Marca registrada, obra de Letícia Parente

 

Antes de Fortaleza, Filmes e Vídeos de Artistas na Coleção Itaú Cultural passou por Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Belém (PA), Recife (PE), Curitiba (PR), Porto Alegre (RS) e no próprio instituto em São Paulo. Para cada uma destas cidades, o curador Roberto Cruz preparou um recorte diferente e o Ceará é a primeira itinerância fora de São Paulo a receber as novas obras da coleção. 

 

A exposição
Filmes e Vídeos de Artistas na Coleção Itaú Cultural ocupa os dois principais salões do Museu de Arte Contemporânea do Ceará – Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, os pisos superior e infeior. No primeiro, há produções que resgatam a importância da produção pioneira de audiovisual, trazendo à tona a força inventiva de filmes e vídeos históricos do acervo. Neste espaço estão trabalhos das décadas de 1970 e 1980, em VHS, Super 8, 16 mm e portapack, recuperados e remasterizados, de Nelson Leirner, Letícia Parente, Regina Silveira, Rubens Gerchman e Anna Bella Geiger. “Os próprios autores haviam esquecido de grande parte desse material, como Homenagem a Steinberg – Variações sobre um tema de Steinberg: As Máscaras Nº 1, de Leirner, que estava perdida em sua casa, e fizemos o restauro e a remasterizacão”, conta Roberto Cruz.

 

Passagens nº1, de Anna Bella Geiger

 

Conforme explica o curador, essa foi uma fase difícil para os artistas por não existir um mercado que pudesse dar visibilidade a este tipo de produção, em primeiro lugar. Também porque o cenário cultural brasileiro estava fortemente submetido à censura imposta pelo regime militar. “Os filmes e vídeos mais originais e inventivos, realizados neste contexto, permaneceram durante muito tempo desconhecidos do público e praticamente abandonados nas gavetas dos estúdios e ateliês dos próprios artistas.” A década de 1970 foi determinante para a produção audiovisual no Brasil e no mundo. Foi a partir deste período que, pela primeira vez, a arte contemporânea se aproximou do campo do cinema e do vídeo e assim, artistas visuais passaram a transitar por estas áreas com obras experimentais.

 

Ainda no piso superior, a exposição segue com obras mais atuais, como Planeta Fóssil, que é uma projeção de 2009, de Thiago Rocha Pitta, além das duas obras recém-adquiridas para a coleção de autoria de Paulo Bruscky, Registros (Meu Cérebro Desenha Assim) e Xeroperformance (Xerofilme)

 

A segunda parte da mostra, instalada em todo o piso inferior joga o foco em obras contemporâneas realizadas a partir de 1990 até os dias atuais por uma nova geração de artistas. Esses trabalham com o audiovisual, têm inserção no mercado e o usam como suporte para criar sons, imagens e linguagens muito particulares.

 

Cinema, de Eder Santos

 

“Nesse caso, selecionamos os trabalhos com base na sua representação antológica e na forte questão mercadológica que representam atualmente”, conta o curador. Nesta categoria e por apresentarem modos originais de trabalhar a imagem em movimento, destacam-se criações de Eder Santos, Cao Guimarães, Brígida Baltar, Thiago Rocha Pitta, Rivane Neuenschwander, Gisela Motta e Leandro Lima, Sara Ramo, Luiz Roque, além dos trabalhos novos de Berna Reale e de Rafael França. 

 

Roberto Cruz é consultor da Coleção de Filmes e Vídeos do Itaú Cultural e assinou a curadoriade Cinema Sim: narrativas e projeções (Itaú Cultural, 2008); Fluxus 2011 (Oi Futuro - BH); Fluxus Black and White (Oi Futuro - BH, 2012) Coleção Itaú Cultural de Filmes e Vídeos (em São Paulo e itinerâncias).

 

 

Sobre Luiz Roque

Nascido em 1979, em Cachoeira do Sul (RS), Luiz Roque vive e trabalha em São Paulo. É um artista visual que trabalha com fotografia, escultura, filme e vídeo. Entre suas exposições recentes incluem Amor e Ódio à Lygia Clark (Zacheta National Gallery of Art, Varsóvia, 2013), 9ª Bienal do Mercosul (Porto Alegre, 2013), Medos Modernos (Instituto Tomie Ohtake, São Paulo, 2014), The Brancusi Effect (Kunsthalle, Viena, 2014), The Violet Crab (David Roberts Art Foundation, Londres, 2015), A Mão Negativa (EAV Parque Lage, Rio de Janeiro, 2015). É um dos artistas de Incerteza Viva: 32ª Bienal Internacional de São Paulo, a ser realizada ainda neste ano.

 

 

Sobre Yuri Firmeza

De 1982, natural de São Paulo e atual professor do curso de Cinema e Audiovisual da Universidade Federal do Ceará, Yuri Firmeza é mestre em Poéticas Visuais pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo – financiado por bolsa de pesquisa FAPESP. Participou de festivais de cinema e exposições em diversas cidades do Brasil e do exterior, dentre elas: 62nd International Short Film Festival Oberhausen (Alemanha), 31ª Bienal de São Paulo (SP) e das exposições Through the surface of the pages (Boston, EUA), Amor e Ódio à Lygia Clark, Zacheta National Gallery of Art (Varsóvia, Polônia), Vida da Minha Vida, no CCBNB (Fortaleza, CE). 

 

 

Coleção

A Coleção Itaú Cultural de Filmes e Vídeos de Artistas começou a ser formada em maio de 2011, com o seminário Filme, Vídeos e Arte: Compartilhando Experiências. O encontro aconteceu no Itaú Cultural e representantes de centros culturais e galerias, colecionadores e especialistas debateram sobre melhores práticas voltadas para constituição de acervos e das metodologias de conservação e difusão de obras de arte audiovisuais. A partir disto, o instituto passou a organizar o acervo consciente da importância dessa produção pioneira no país, e, fundamentalmente, de sua conservação, valorização, preservação e difusão. A iniciativa é inédita no Brasil onde não se tem notícia de outras instituições culturais que possuam esse tipo de coleção, que traz ao observador a força inventiva destas imagens.  Atualmente,  o acervo de videoarte do instituto possui 20 obras:

 

1.        Partida (2005), de Alberto Bitar

2.        Passagens #I, (1974), de Anna Bella Geiger

3.        Ordinário (2013),de Berna Reale

4.        Coletas, (1998 /2005), de Brígida Baltar

5.        El Pintor Tira el Cine a la Basura (2008), deCao Guimarães 

6.        Memória – Cristaleira (2001), de Eder Santos 

7.        Cinema (2009), de Eder Santos           

8.        Amoahiki – Árvores do Canto Xamânico (2010), de Gisela Motta e Leandro Lima

9.        Marca Registrada (1975), de Letícia Parente

10.    Mar (2008), de Letícia Ramos   

11.    Projeção 0 e 1 (2012), de Luiz Roque

12.    Homenagem a Steinberg – Variações Sobre um Tema de Steinberg: As Máscaras Nº 1 (1975),deNelson Leirner

13.    Registros (Meu Cérebro Desenha Assim) (1979), de Paulo Bruscky

14.    Xeroperformance (xerofilme), (1980), de Paulo Bruscky

15.    After a deep sleep (getting out), (1985), de Rafael França

16.    A arte de Desenhar (1980), de Regina Silveira

17.    Sunday (2010), de Rivane Neuenschwander e Sergio Neuenschwander

18.    Triunfo Hermético (1972), de Rubens Gerchman

19.    Translado (2008), de Sara Ramo

20.    Planeta Fóssil (2009), de Thiago Rocha Pitta       


Em cartaz até dia 28 de agosto de 2016. Visitação: de terça a sexta, das 9h às 19h (com acesso até as 18h30); e aos sábados, domingos e feriados, das 14h às 21h (com acesso até as 20h30). Gratuito. Livre.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Visitas Educativas


Ação Educativa MAC realiza mediações a partir dos conteúdos das exposições para público espontâneo e agendado. A equipe é formada por Arte Educadores - universitários multidisciplinares – que desenvolvem ações de mediação com Escolas, Projetos, Universidades, ONGs e demais instituições interessadas em visitar o Museu e conhecer mais sobre arte contemporânea.

 

Visitas mediadas para grupos agendados: os educadores propõem para cada grupo, atividades e informações sobre a produção em arte contemporânea e o diálogo entre as obras da mostra.

 

Visitas de orientação para público espontâneo: Todos os fins de semana, às 17h, acontecem ações de mediação com os educadores, tendo como ponto de partida a recepção.

 

 

Informações
Educativomac@dragaodomar.org.br
85 3488 8622

 

 

O agendamento dos museus do CDMAC pode ser feito de segunda a sexta, das 9h às 17h.

Contato: (85) 3488.8621
E-mail: agendamentomuseus@gmail.com

 

 

 

Biblioteca de Artes Visuais Leonilson

 

Instalação Waléria Américo

Espaço especializado em artes visuais com cerca de dois mil livros nas áreas de Fotografia, Design, Museologia, História da Arte, Arquitetura e Urbanismo, Moda e Arte Contemporânea.

Serviço gratuito, de terça à sexta, das 9h às 18h.




Estrutura

O MAC conta com trezes salas climatizadas e equipadas com câmeras de segurança. Todos as salas são equipadas com termostato para controle de temperatura e umidade relativa do ar. Tudo dentro dos padrões internacionais exigidos pela nova museologia. O sistema de iluminação - projetado pelo designer Peter Gasper, foi elaborado com equipamentos e padrões técnicos atualizados segundo normas luminotécnicas .

Algumas exposições do MAC também podem ser visualizadas na parte de fora do museu, como viabiliza o projeto Painel Giratório, que convida artistas para delinear peças na rampa giratória do Centro Dragão do Mar.

 

MAC Educativo

No setor educativo do MAC são desenvolvidas estratégias de comunicação entre museu, público e arte contemporânea. O setor orienta, através de monitores, a visita do público às salas, estimula a interpretação e auxilia na formação de um novo olhar sobre a arte. Grupos de escolas públicas e privadas também recebem instruções sobre as obras expostas. Os monitores, estudantes de Arte, Filosofia, Ciências Sociais e Letras, convidam o espectador a desafiar o seu próprio olhar.

O agendamento dos museus do CDMAC pode ser feito de segunda a sexta, das 13h às 18h, pelo telefone 3488.8604.

 

 

Acervo

O MAC intensificou sua campanha de ampliação do acervo, coletando doações e adquirindo peças significativas. Atualmente, conta com mais de mil obras em seu acervo, permitindo, além de pesquisas, a realização de exposições temáticas. As peças são de autoria de artistas plásticos brasileiros e estrangeiros. Também estão sob a guarda do MAC peças da Pinacoteca do Estado e do acervo do pintor Antônio Bandeira.

Profissionais especializados realizam todo um trabalho de acondicionamento, manutenção preventiva e curativa, embalagem e desembalagem de obras em trânsito e documentação de cada peça. Isto confere ao MAC grande importância nacional.

 

Informações técnicas e acessos:

 Área total de 700m²
 Treze salões são equipados com sistemas de iluminação, som e segurança.
 Climatização - 13 máquinas Split de 7,5 TR sendo 10 com controle de umidade regulada na faixa de 45% a 60% de UR (Unidade relativa do ar) e mais uma máquina Split de 5 TR.
 Reserva Técnica - 350m² de área total. É equipada com 04 máquinas SELF de 7,5 TR com controle de umidade para a faixa de 45% a 60% UR (umidade relativa do ar).
 O acesso ao MAC pode ser feito pela entrada principal do Dragão do Mar (Avenida Castelo Branco), pela passarela vermelha ou pelo elevador panorâmico.

 

Informações: 85.3488.8622 / 8624.

 

Catalogação e Conservação de Acervo do MAC patrocinada pelo Petrobras Cultural.

CENTRO DRAGÃO DO MAR DE ARTE E CULTURA

Rua Dragão do Mar 81, Praia de Iracema - CEP: 60060-390 - Fortaleza/CE - CNPJ: 02.455.125/0001-31
Informações gerais: 55 (85) 3488 8600 / 55 (85) 3488 8608