O Instituto de Arte e Cultura do Ceará
na gestão da área artística da cidade
O Instituto de Arte e Cultura do Ceará (IACC) é uma associação na forma da lei, pessoa jurídica de direito privado sem fins econômicos e sem fins lucrativos, de interesse coletivo. Foi constituído em 10 de março de 1998, qualificado como organização social, através do decreto de nº 25.020 de 03 de julho de 1998. O IACC é o órgão gestor do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura (CDMAC), desde março de 1998, da Escola de Artes e Ofícios Thomaz Pompeu Sobrinho (EAO), reinaugurada em 15 de maio de 2006, e do Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), inaugurado em 07 de dezembro de 2006.
As organizações sociais surgem para possiblitar uma administração pública não estatal e assim aprimorar a satisfação e os atributos dos serviços prestados aos cidadãos, democratizar o acesso aos bens públicos e gerar maior conexão entre os setores público, privado e sociedade.
Sob a forma de pessoa jurídica, o IACC tem por objetivo produzir e difundir o conhecimento e prestar informações nas áreas de arte e cultura. Para isso, tem a intenção de demarcar rumos para o desenvolvimento de políticas culturais, iniciativa em atividades de formação, produção e difusão cultural, fomento para a instrução e profissionalização de uma sólida estrutura da indústria de bens culturais, além de incentivar, promover e oferecer à comunidade cearense atividades culturais dos diversos campos artísticos.
Reconhecido como organização social em 03 de julho de 1998, o IACC recebe recursos e investimentos através de um Contrato de Gestão firmado entre o Governo do Estado do Ceará, por intermédio da SECULT e da Secretaria de Administração (SEAD). Outras fontes de recursos vêm de leis de incentivo federal, do patrocínio direto dos editais públicos para a cultura, do aluguel de seus espaços, entre outros.
O Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura
Inaugurado em abril de 1999, o Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura tem por missão, a democratização do acesso a bens artísticos e culturais, capacitando pessoas e produzindo bens simbólicos, lugares de criação, memória e reflexão. Sua arquitetura privilegiada apresenta espaços direcionados a distintas atividades. As diferentes camadas de público têm oportunidades de entretenimentos diversificadas, podendo observar e até participar da circulação, produção, criação, formação, pesquisa e difusão de valores artístico-culturais.
Ambientado em cerca de 30 mil metros quadrados, o Dragão é matéria para a reestruturação e revitalização da antiga área portuária da capital cearense, dando novo fôlego aos armazéns do entorno e elevando a importância de construções tão ricas para a história da cidade.
Equipamento essencial de difusão cultural do Estado do Ceará, o Dragão carrega em sua programação ingredientes da cultura universal e regional, contemporânea e tradicional, popular e erudita, fortificando a difusão da variedade artística e cultural. Os seus múltiplos espaços são tomados de forma a proporcionar a artistas e técnicos condições excepcionais para a propagação das muitas linguagens da arte, bem como democratizar o acesso do público a bens culturais de qualidade.
Os dois museus, Memorial da Cultura Cearense e Museu de Arte Contemporânea, são referenciais para a área museológica, tanto no setor antropológico como no artístico, oferecendo ao público visitante uma estrutura moderna, dentro de padrões técnicos e que abrigam obras de interesse coletivo. O Planetário Rubens de Azevedo está entre um dos mais modernos do país, e promove sessões educativas acerca do sistema solar e do cosmos, recebendo visitas de escolas públicas e particulares.
O Espaço Unibanco mantém uma parceria com o Centro Cultural, mantendo duas salas de cinema que trazem produções nacionais e estrangeiras. Espetáculos diversos ganham palco no Teatro do Dragão do Mar, local com 246 lugares e ampla estrutura de cena, luz e som. O Anfiteatro Ministro Sérgio Motta e a Praça Verde acolhem shows musicais de grandes proporções e com lotação elevada. Outros espaços como livraria, café, passarela e jardins também incorporam a aptidão do Dragão para as várias manifestações de arte e cultura do Estado.
Festival de Música na Ibiapaba
Desde 2004, na cidade de Viçosa do Ceará, o Festival tem sua importância sentida na capacitação e na socialização de experiências envolvendo a música em seus mais diversos aspectos. Iniciativa do Governo do Estado do Ceará e com a coordenação do IACC, o evento conta com uma rica programação artístico-pedagógica e articula oficinas vocais e instrumentais, abrangendo públicos de várias localidades do Estado. Outro ponto de real valor no festival é a qualidade das apresentações musicais reunidas. Músicos se dispõem a trocar conhecimentos e revelar sua arte durante uma semana de intensas atividades.
A presença de instrumentistas, cantores, compositores, regentes, professores e estudantes de música e arte-educadores estimula a inserção do público na apreciação da autêntica música popular brasileira. O Festival de Música da Ibiapaba tem atividades em dois pontos principais, o pedagógico e o artístico, contribuindo para a construção de novos valores e horizontes para a criação, o desempenho e a educação musical. Essas atividades são fundamentadas a partir de cinco núcleos – musicalização, vocal, instrumental, estruturação e história e projetos especiais – cujos resultados são sentidos em shows abertos ao público, com a participação de artistas convidados e performances de mestres e alunos participantes do Festival.
Em três anos de realização, o evento apresentou shows de músicos como Luiz Melodia, Miúcha, Quinteto Violado e Johnny Alf, além de professores renomados como Carlinhos Ferreira, Rafael dos Santos, Conrado Paulino e Zeca Rodrigues.
Escola de Artes e Ofícios Thomaz Pompeu Sobrinho
Inaugurada em maio de 2006, a Escola de Artes e Ofícios Thomaz Pompeu Sobrinho oferece cursos de qualificação profissional nas áreas de valorização do patrimônio cultural, com formação de auxiliares e restauradores de patrimônio edificado. Direcionados para jovens da rede de ensino público, os cursos são fomento para divulgação da arte como parte conservadora da história local e nacional. A Escola também promove um papel social ao ter suas atividades exclusivamente voltadas para adolescentes de baixa renda, oferecendo ajuda de custo mensal e acompanhamento direcionado.
Atualmente, a escola possui 130 alunos em cinco cursos regulares de conservação e restauração de patrimônio material, xilogravura e artigos em couro. Está prevista para março de 2007 a formação de turmas de agentes patrimoniais e auxiliares de restauro. Ainda nos planos da coordenação da Escola, estão a abertura de classes de qualificação arquitetônica, para adultos trabalhadores da construção civil, e de conservação de patrimônio arquitetônico em sítios do interior do Estado. Segundo Juliana Marinho, coordenadora da EAO, a importância do IACC para a Escola é sentida no próprio organismo. “O Instituto tem a estrutura administrativa e técnica que faz girar esse projeto”, conta Juliana.
Além dessas atividades, a Escola apresenta o Quintal das Artes, espaço de programação cultural para os alunos e público em geral. Sedimentando a proposta de trazer uma educação não-formal para o ambiente da escola, o Quintal das Artes oferece apresentações musicais, debates e exibição de filmes todo mês, tudo com entrada gratuita.
Um dia na Escola de Artes e Ofícios.
Centro Cultural Bom Jardim
Centro Cultural Bom Jardim firma-se como mais um espaço de convivência para a arte e a educação. O complexo é voltado para a profissionalização de jovens e adultos nas áreas de audiovisual, música, artes plásticas, teatro e dança. O espaço tem como objetivo central estimular a participação e o protagonismo direto da comunidade do Grande Bom Jardim nos eventos de caráter artístico e cultural, focando na capacitação. Foi realizada uma pesquisa com moradores da comunidade para saber quais os anseios artísticos daquela população e, desta forma, programar os cursos a serem estabelecidos.
Uma ilha digital com equipamentos de áudio e vídeo, além de um teatro de arena, salas multiuso, laboratório para gravações musicais e outros espaços destinados à práticas artístico-culturais, vão contribuir para o processo de inclusão dos moradores da região.
Endereços:
Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura. Rua Dragão do Mar, 81. Praia de Iracema. Telefone (85) 3488.8600
Escola de Artes e Ofícios Thomaz Pompeu Sobrinho. Rua Francisco Sá, 1801, Jacarecanga.Telefones: (85) 3238.1808 / 1244
Centro Cultural Bom Jardim. Rua 3 corações, 400. Próximo ao ABC. Telefones: (85) 3497.5981 / 5991.