TODA QUINTA E SEXTA-FEIRA

Férias no Dragão apresenta seis espetáculos de dança em janeiro

Com uma vasta programação iniciada no último dia 6 de janeiro, as Férias no Dragão - Ceará em Alta apresentam a dança como um dos pontos de destaque. Durante todo o mês de janeiro, espetáculos desta linguagem artística ocupam o Teatro Dragão do Mar, com apresentações às quintas e sextas-feiras, sempre às 19h.

Quem abre a temporada é a bailarina e atriz Silvia Moura, encenando “A dança nossa de cada dia”, no dia 12 de janeiro. A montagem foi desenvolvida no último Laboratório de Dança da Escola Porto Iracema das Artes. No dia seguinte, 13 de janeiro, "Manchaaa" ganha o palco com as performances de Henrique Castro, Felipe Araújo e Thomas Saunders.

Depois da semana de estreia, apresentam-se na sequência: “Vel_Cru”, do Centro Coreográfico Leandro Netto; “Prelúdios para danças caboclas”, da Cia Balé Baião; “Ibirapema, o forró que eu faltei”, da Omì Cia de Dança; e “Pra frente o pior”, da Inquieta Cia.

Todas atrações são gratuitas, com retirada de ingressos 2h antes do início de cada espetáculo. Confira a programação completa abaixo.

 

 

 

[DANÇA] Espetáculo “A dança nossa de cada dia”
Silvia Moura

Salvo o que sobra para refazer meu CORPO e habitar a CIDADE. E transbordo, A DANÇA NOSSA DE CADA DIA inicia. Então quero dividir as ideias, as sensações, quero falar sobre algumas coisas. Chega o momento, vazo. E assim, preciso de outras pessoas para estar junto, para pensar sobre, para discordar, para seguir. Venha, segure minha mão, olhe para mim com todo o brilho do seu olhar. Eu estarei inteira.

Sobre a artista
Sílvia Moura é artista das conexões possíveis, entre o corpo e o pensamento. Comunica-se através das mais diversas mídias, utilizando a dança, a performance e a palavra como principais pontes para essa viagem, entre sua vida e o olhar do público. Relação essa que permeia sua "dança-desabafo", tornando-a uma das artistas mais emblemáticas no que diz respeito à Educação, Produção e Difusão da Dança no Ceará.

Ficha técnica
Dança de Silvia Moura | Figurino: Matias Francisco | Música: Uirá Dos Reis | Participação, produção: João Paulo Pinho | Fotos: Jean dos Anjos e Luiz Alves

Dia 12 de janeiro de 2016, às 19h, no Teatro Dragão do Mar. Acesso gratuito, com retirada de ingressos 2h antes do início do espetáculo, na bilheteria do Dragão do Mar. Classificação indicativa: 14 anos.

 

 

 

 

[DANÇA] Espetáculo “Manchaaa”
Henrique Castro, Felipe Araújo e Thomas Saunders

Seduzidos pela ideia de vestígio, de índice carnal, visceral e interno, MANCHAAA tensiona o corpo em permanência e sutura movimentos de corpos ordinários, abjetos, objetificados e descartáveis.

Em tempos de hiper saturação das imagens de violência, o consumo massivo dessas imagens ainda é assunto contemporâneo. O que nos comove. O que torna uma imagem violenta e como as imagens nos violam. Vivemos no substrato do pós-moderno, corpos mutantes, ciborgues, estranhos, confusos. Vivemos e alimentamos a cultura das tragédias. Causamos (ou nos causam) a naturalização da insensibilidade?

O que é sólido desmancha-se no ar. E provoca, assim, a instabilidade da atenção. Em meio a reprodutibilidade da violência, tudo parece borrado, contaminado, manchado.

Release dos artistas

Felipe Araújo é bailarino/coreógrafo e bacharel em Belas Artes/Teatro. Iniciou seus estudos em dança Contemporânea no Centro de Experimentações em Movimento – CEM em 2002 e cursou o Curso Técnico em Dança do Ceará. Atualmente dirige a Em 2 Cia. de Dança onde pesquisa o corpo e suas representações afetivas sociais.

Henrique Castro é bailarino e performer, estudou no Curso Técnico em Dança do Ceará, Escola Nacional de Circo e Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Integrou a Cia. Dita do coreógrafo cearense Fauller e atualmente desenvolve colaborações artísticas entre as cidades de Fortaleza e Rio de Janeiro.

Thomas Saunders é formado em publicidade e propaganda, artista visual e performer. Pesquisa questões do corpo, comunicação e arte, dentro do programa de pós-graduação em comunicação, mestrado acadêmico da Universidade Federal do Ceará. Em 2016, foi um dos artistas selecionados para expor no 67o Salão de Abril com o trabalho “ Faloexibicionismo”.

Ficha técnica
Concepção, criação e performance: Felipe Araújo, Henrique Castro e Thomas Saunders | Paisagem sonora: Thomas Saunders | Produção: Henrique Castro | Fotografia: Virgínia Pinho

Saiba mais: manchaaa.hotglue.me | Assista: https://vimeo.com/manchaaa

Dia 13 de janeiro de 2017, às 19h, no Teatro Dragão do Mar. Acesso gratuito, com retirada de ingressos 2h antes do início do espetáculo, na bilheteria do Dragão do Mar. Classificação indicativa: 16 anos. Duração: 45 min.

 

 

 

[DANÇA] Espetáculo “Vel_Cru”
Centro Coreográfico Leandro Netto

Através de uma justaposição das palavras véu e cru, surgimos com uma temática que admite diversas interpretações. Uma casca rachada, quase despedaçada; uma passagem cruel do estático para o selvagem; uma máscara. Qual a relação do véu com o cru? Mergulhado no contexto social dos segredos, das imposições, do medo, dos padrões, VEL_CRU propõe que estas questões limitam relações de convivência, mas sobretudo, a relação de autoconhecimento. Esconde-se o que é da natureza de cada um. O cru não é bem visto, nem bem quisto, entretanto isso não significa que “não exista”, e sim que não se pode perceber como são as coisas em si mesmas. Os véus é que são percebidos e talvez nem existam.

Os conceitos presentes nessa temática são os pontos de partida para o desenvolvimento coreográfico, transitando pelas lembranças, impulsos e todas as possibilidades estéticas e cênicas. As composições partirão do jazz, da dança contemporânea, ambos dialogando entre si e buscando a harmonia entre músicas clássicas de rock, brasileiras e o universo musical lyrical. O contraste se apresenta nos momentos fortes da trama coreográfica através do sapateado e o hip hop potencializando as sensações e dualidades com o equilíbrio entre os momentos bruscos e singelos.

Sobre o grupo
O Centro Coreográfico Leandro Netto surgiu em 2013, com a proposta de fazer um diálogo entre as linguagens de dança contemporânea, jazz, sapateado e hip-hop. Com o slogan "Eu não danço só", vem desenvolvendo o ensino da dança de uma forma inusitada e persistente, formando jovens bailarinos de diferentes vertentes e mexendo com o cenário da dança - do Ceará e do Brasil. O CCLN tem conquistado muitos prêmios de relevância em festivais competitivos.

Dia 19 de janeiro de 2017, às 19h, no Teatro Dragão do Mar. Acesso gratuito. Classificação indicativa: 16 anos.

 

 

 

 

[DANÇA] Espetáculo “Prelúdios para danças caboclas”
Cia Balé Baião

Em cena um itinerário de Ritos precários e crus. Gradativamente três corpos dançantes se fazem “abertos para incorporar” suas ancestralidades caboclas: curandeiros, pajés e guerreiros, na vibratória de maracás, tambores, loas e clamores desnudando suas peles encarnadas pelo Urucum sagrado.

Três homens negros-indígenas-caboclos... Histórias singulares, ritmos pulsantes nascidos no ventre do povo, nos terreiros de umbanda, periferias, favelas e vielas brasileiras... Trajetos que se entrelaçam, idades distintas que se transmutam pelo encontro e contato... Anuncio de uma dança ancestral que evoca tempos, histórias, personagens, divindades de ontem e hoje, para celebrar possíveis hibridações e evocar caboclas dramaturgias brasileiras, numa perspectiva contemporânea, espiritual e política.

Sobre o grupo
Atuante há 22 anos ininterruptos em Itapipoca (CE), a Cia Balé Baião vem desenvolvendo um trabalho pioneiro de pesquisa, criação, formação continuada, inserção na comunidade e difusão de Dança Negra Contemporânea no Brasil. As estéticas, poéticas e dramaturgias de suas obras nascem de questões que atravessam o Corpo Híbrido/Político/Afro-indígena/Interiorano e configuram-se por meio de experimentos/laboratórios de criação dirigidos pelo coreógrafo/fundador da Cia, Gerson Moreno, e artistas convidados.

Facebook.com/ciabalebaiao
Site: ciabalebaiao.wordpress.com

Dia 20 de janeiro de 2017, às 19h, no Teatro Dragão do Mar. Acesso gratuito. Livre. Duração: 39 minutos.

 

 

 

[DANÇA] Espetáculo “Ibirapema, o forró que eu faltei”
Omì Cia de Dança

Articula matrizes da cultura popular que influenciam e compõe o movimento do forró, materializando uma especulação histórica da trajetória desse rico movimento, que olha para a ancestralidade e se constitui como corpo na cena. Assume assim a difícil missão de articular danças e elementos das tradições populares por intermédio de uma dramaturgia contemporânea.

Sobre o grupo
A Omì Cia de Dança é um grupo que desenvolve dança cênica informada pelos estudos técnicos e sociais de danças a dois desde o ano de 2008. Começou sua trajetória a partir da iniciativa do diretor Éder Soares, que reuniu bailarinos de dança de salão para pesquisar e produzir dramaturgias cênicas. Hoje, o grupo composto por perfis híbridos de bailarinos se dedica a trabalhos aprofundados nas danças a dois em hibridização com outras danças.

Ficha técnica
Direção Geral: Éder Soares | Codireção: Clarissa Costa | Bailarinos: Jhon Morais, G Duarte, Victória Andrade, Luciene Feitosa, Vicente Mesquita, Jéssica Cruz, Clarissa Costa e Éder Soares | Comunicação Visual: Tim Oliveira (CE) | Figurinos: Paulo José (PE) | Aderecista: Gutto Moreira (CE) | Trilha Original: Vinicius Pereira (SP), Nathanael Sousa (SP) e Marcenildo Duarte (CE) | Direção Musical: Helder Vasconcelos (PE) | Iluminação: Walter Façanha (CE) | Iluminotécnica: Ivna Ferreira (CE)

Dia 26 de janeiro de 2017, às 19h, no Teatro Dragão do Mar. Acesso gratuito. Livre. Duração: 50 min.

 

 

 

 

[DANÇA] Espetáculo “Pra frente o pior”
Inquieta Cia

Pessoas cavando seu próprio fim serão como pessoas cavando o fim. Passo a passo, um coletivo arranha um percurso adiante. Sempre adiante, desorientam pactos de convivência e, ainda assim, permanecem como grupo, comunidade, tribo, sociedade... Criar, lutar, adiante, sem esperança. Adiante sem acreditar. Adiante como imperativo ético. Um corpo que já não aguenta mais e se mantém, enfim. Adiante. Em fim.

Sobre o grupo
A Inquieta Cia. atua com o objetivo de estilhaçar funções e referências em suas pesquisas e atividades artísticas, interessando-se por criações colaborativas e por circunstâncias que incomodem e mobilizem tanto a arte como o contexto sociocultural em que essa se encontra inserida. Seu repertório é formado pelos espetáculos "Metrópole" (2012), “Esconderijo dos Gigantes” (2015) e “Pra Frente o Pior” (2016). A Inquieta ocupa como sede o espaço“Artelaria”, em Fortaleza, Ceará, e é também propositora do núcleo de formação e criação, "Habitat de Atores - Núcleo para a tua ação”.

Facebook: www.facebook.com/InquietaCiadeTeatros

Dia 27 de janeiro de 2017, às 19h, no Teatro Dragão do Mar. Acesso gratuito. Classificação indicativa: 18 anos.

 


 

SERVIÇO
Espetáculos de dança nas Férias no Dragão
Quando:
todas as quintas e sextas-feiras de janeiro de 2017
Hora:
sempre às 19h
Onde:
Teatro Dragão do Mar (R. Dragão do Mar, 81 - Praia de Iracema – Fortaleza, Ceará)

Retirada de ingressos
As atrações gratuitas do Teatro Dragão do Mar têm retirada de ingressos disponível 2h antes do início do espetáculo, nas bilheterias do Dragão.

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