PROGRAMAÇÃO
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EXPOSIÇÕES

Museu de Arte Contemporânea (MAC)

 

Ouro Branco - a estrada é escura e arriscada - Artista: Simone Barreto

 

Corpo, história, gênero, memória, linha, traço, ruína e tempo... Ouro Branco, exposição individual de Simone Barreto é resultado de uma pesquisa em artes visuais que a artista vem desenvolvendo cujo o interesse está nas mulheres que viveram o Ciclo do Algodão no Ceará. Os trabalhos da artista em diversas linguagens tomam como partida relatos orais, narrativas ficcionais e dramaturgias femininas acerca desse momento histórico e econômico do Ceará, que se desenvolveu do século XIX até meados do XX. Simone refaz o traçado da Estrada do Algodão, percorrendo as principais cidades, buscando remontar um álbum a partir da fala feminina e do corpo feminino, um recorte da história do Ceará sobre a falência e a decadência de alguns modos de produção. Uma proposição artística que evidencia aspectos da história e das práticas cotidianas que foram suprimidas da história oficial. Interessa à artista perceber como essas mulheres, dentro de uma estrutura de trabalho rural, puderam se inserir naquela conjuntura por meio de produções têxteis com artesanias (rendas, bordados, labirintos) e como esse embate entre o trabalho rural e o doméstico se estabeleceu e contribuiu para os desenvolvimentos social, econômico e político das cidades. 

 

Grande Circular - Artistas: Isadora Teixeira, Léo Silva, Linga Acácio, Lucas Dilacerda, Samuel Tomé, Terroristas del Amor e Wellington Gadelha

 

"Grande Circular" é uma exposição coletiva formada por Isadora Teixeira, Léo Silva, Linga Acácio, Lucas Dilacerda, Samuel Tomé, Terroristas del Amor e Wellington Gadelha. Como construir a vida coletiva reconhecendo a diferença e a pluralidade? Na tentativa de prolongar essa pergunta, os trabalhos presentes na exposição buscam tecer diálogo com questões que envolvem a circulação, mobilidade urbana e transitoriedade ao pensar formas que podemos resistir juntos ao potencializar as pesquisas e vozes uns dos outros. Ao circular na cidade e estabelecer uma comunicação que intervêm no circuito cotidiano, propomos aos passageiros e públicos da arte a refletir questões que emergem do coletivo.

 

O título da exposição refere-se a uma linha de ônibus homônima, com um itinerário de aproximadamente quatro horas, essa linha circula a cidade e atravessa suas seis regionais, fazendo paradas em quatro terminais urbanos nos bairros do Siqueira, Messejana, Papicu e Antônio Bezerra. A palavra coletivo expande-se em diversos significados, podendo referir-se ao agrupamento de seres e coisas, ao trabalho desenvolvido por um grande número de pessoas, e ao ônibus em si.

 

Zona de Remanso: infiltração água e sal - Artistas: Cadena, Clébson Oscar, Larissa Vasconcelos, Linga Acácio, Jonas Van, Priscilla Sousa, Karine Araujo, Zahra Alencar

 

"Zona de remanso: infiltração água e sal" é uma exposição coletiva pensada por Cadena, Clébson Oscar, Larissa Vasconcelos, Linga Acácio, Jonas Van, Priscilla Sousa, Karine Araujo e Zahra Alencar. Os trabalhos que a compõem se debruçam sobre o litoral cearense, um território complexo banhado pelo Atlântico, e as implicações que nos tomam entre mergulhar no conflito, banhar-se e queimar sobre o sol, inscrever-se na poesia das ondas a passo que se impõe a urgência de atravessar uma história cindida.

 

Nessa experiência, os corpos des artistas são atravessades pela imensidão dessas águas. E se tornam imenses também. "Zona de remanso" traz questões sobre como as relações com o Oceano Atlântico vêm sendo orquestradas globalmente: no extrativismo das riquezas de suas águas, nas recentes aparições de petróleo em nossa costa, no cruzamento dos navios de assaltantes europeus em direção à América, na expropriação e capitalização de recursos naturais e na consequente devastação criminosa de inúmeras espécies. Nesta exposição, cada artista tem a chance de tensionar localmente parte dessa história e partilhá-la a partir de suas vivência em uma cidade banhada pelo Atlântico - Fortaleza.

 

Desindústria - Artista: Rafael Vilarouca

 

Nas séries fotográficas, os objetos e espaços desgastados aparecem como símbolos de relações pessoais e de memória coletiva através de uma mescla de documentação e ficção, através de registros fotográficos e posteriores edições digitais. Os desgastes dos objetos fotografados, denotam não apenas a passagem do tempo sobre a ação humana, mas sobretudo o acontecimento dos enredos individuas ou sociais, evidenciando fragilidade, efemeridade, afetos e violências que constituem as relações. A pesquisa também reflete acerca das transformações que reconfiguram constantemente o espaço urbano. A pesquisa feita através de rotas alternativas e marginalizadas pelas cidades busca repensar a relação das pessoas com os objetos e os lugares que ocupa, como numa cartografia de memórias, uma presença capaz de unir e recriar tempos e espaços, como resistência ao abandono. Nesse sentido, utilizando como campos de pesquisa as cidades de Juazeiro do Norte, Icó e Fortaleza, situadas no estado do Ceará, busca-se pôr em evidências dicotomias e paralelismos desses e outros lugares.

 

Fóssil Coração de Peixe - Artistas: Lua Alencar, Willian Ferreira, Raquel Gomes, Naiana Gomes

 

O nome Fóssil Coração de Peixe diz muito das motivações do projeto. Em 2016, um fóssil de peixe com o coração intacto foi encontrado na Chapada do Araripe, no Cariri, reacendendo as máximas do sertão que vira mar e do mar que vira sertão. A metáfora do fóssil diz do coração que fica no sertão, da permanência, daquilo que, assim como a fotografia, cristaliza um recorte espaço-temporal; mas diz também da efemeridade, do que permanece mas não é mais o mesmo, do coração que sobrevive às passagens. Diz da memória e do deslocamento no tempo. O projeto busca evidenciar ao olhar cotidiano esse deslocamento - trazer o sertão para o litoral e levar o litoral para o sertão, desvelando memórias desses trânsitos e também das permanências. O dispositivo usado para promover esse deslocamento é a colagem de fotografias e cartas por meio da técnica "lambe-lambe", reverberadas depois na produção de vídeo-obras que documentam a colagem e outras imagens do processo ou que se relacionam com os espaços da fotografia transformada em intervenção. A intervenção proposta para a Temporada de Arte Cearense traz inovações para o Projeto. As colagens não serão de fotografias inteiras, como nas experiências anteriores, e sim de recortes fotográficos que buscam diminuir a sensação de distância em relação às imagens. O Projeto surgiu do compartilhamento das inquietações do fotógrafo e videasta Lua Alencar, da escritora e jornalista Naiana Gomes, da ilustradora Raquel Gomes e do fotógrafo e filosófo William Ferreira. As fotografias utilizadas fazem parte do Ensaio Realeza Nordestina, de William Ferreira. Realizado em outubro de 2017 em Santarém, povoado anexo ao Município de Orós, o ensaio contempla moradores do povoado trajando figurinos criados por José Angelo Feitosa, também morador do distrito, inspirados no livro "O Quinze", de Rachel de Queiroz, e desenvolvidos para a encenação de espetáculo baseado no livro.

 

Exposição Linha de Costa

 

A exposição Linha de Costa, realizada por Marília Oliveira e Régis Amora- que formam o Descoletivo - em parceria com Thadeu Dias, reúne fotografias, instalação de objetos, desenho, pintura e palavra em obras que discutem o avanço das marés em localidades da orla cearense e sua consequente destruição. Após um ano de visitas às praias de Iparana, Pacheco, Icaraí e Taíba - no litoral oeste - e as praias de Balbino, Caponga, Presídio e Iguape - no litoral leste -, sob a curadoria de Bitu Cassundé, os artistas tecem narrativas que misturam dados científicos, memórias de anônimos, autobiografia, apropriação e fabulação.

 

"O apagamento de praias que compõem o litoral cearense é o ponto de partida da pesquisa, que aponta para a ação homem como principal vetor deste processo e não o contrário", explica Régis. Linha de Costa pensa um "relicário do presente" das localidades visitadas, aponta para a urgência de um plano político, ambiental e econômico que atue na preservação destas cidades e dos ecossistemas estuarinos, de foz e próximos à costa. "Enquanto a especulação imobiliária, o desrespeito às leis ambientais e o péssimo trato do humano com as outras formas de vida se intensificam, tentamos um mergulho no que está, agora, se desfazendo, deixando de existir", pontua Marília.

 

A exposição abre caminho para o onírico e a memória destas paisagens, em uma tentativa de guardar imagens que, segundo assinalam pesquisadores da área, tendem a desaparecer nos próximos anos, dado o avanço do mar. "Este avanço é, aqui, espelho do avanço ambicioso do homem, que insiste em fazer domínio sobre um espaço de fronteira; como toda fronteira, a linha de costa é ferida viva, exposta por constante disputa. Cabe-nos pensar se pretendemos ignorá-la ou cuidá-la", Thadeu questiona.

 

Expandindo o espaço da galeria, a obra também se desdobra em uma galeria virtual em que os espectadores poderão fazer upload de fotografias, desenhos, pinturas e imagens diversas que componhamsuas memórias e experiências relacionadas às praias dialogadas na pesquisa dos artistas.

 

Serviço:

 

10 a 30 de Dezembro de 2019

De terça a sexta, das 9h às 19h (acesso até as 18h30); e aos sábados e domingos, das 14h às 21h (acesso até as 20h30).

Acesso gratuito.

 

 

 

Espaços externos do CDMAC

 

A Ereção da Palavra - Artista: Lívio do Sertão

 

A ereção da palavra é um projeto composto de sete trabalhos de arte contemporânea em técnicas variadas, como instalação, videopoema e lambe-lambe. Onde todos eles contam com a palavra seja escrita, oralizada ou mesmo codificada, colocando-a como objeto estético. Dotada de novos significados, além dos já impostos pelo código verbal. Outro elemento comum entre os trabalhos são os tensionamentos, como violência versus empoderamento no caso do trabalho 'cu de bebo' ou analógico/anacrônico versus digital/moderno como no caso da videoinstalação miolo. Sempre desterritorializando a palavra e a reterritorializando em uma nova realidade, constituída de novas afetividades e significações possíveis. Estes trabalhos são pensados não só tirando a palavra do papel e colocando-a em novos suportes, mas retirando os próprios trabalhos desse espaço esperado, a galeria, e levando-os para dialogar com as pessoas em espaços alternativos, como corredores, escadas e a rua. 

 

Serviço:

 

10 a 30 de Dezembro de 2019

De segunda a quinta, das 8h às 22h; e de sexta a domingo e feriados, das 8h às 23h.

Acesso gratuito.

 

 

 

Espaço Mix

 

De Poesia a Periferia tá cheia! - Coletivo Motim

 

"De Poesia a Periferia tá Cheia!" é uma exposição que dá continuidade ao projeto Mudando o Foco - Oficinas Itinerantes de Fotografia e Audiovisual no Grande Bom Jardim, que teve sua primeira exposição realizada no Centro Cultural Grande Bom Jardim em dezembro de 2017. Essa nova edição tem como novidade a participação do poeta e dançarino ngelo William, que exprime por meio de suas palavras as várias histórias e diferentes rotinas dos moradores do bairro. ngelo possui uma obra literária que se mescla tão bem à poesia imagética gerada pelos fotógrafos do projeto Mudando o Foco, que resolvemos nos unir e criar uma exposição de múltiplas linguagens. Sendo assim, cada fotografia do projeto está acompanhada da poética de ngelo.

 

Serviço:

 

10 a 30 de Dezembro de 2019

De segunda a quinta, das 8h às 22h; e de sexta a domingo e feriados, das 8h às 23h.

Acesso gratuito.

 

 

 

Varanda dos Museus

 

Rotas - Artista: Régis Amora

 

O projeto Rotas, do fotógrafo Régis Amora, pretende traçar a partir da ocupação de espaço externo do centro Dragão Mar, um paralelo entre as possibilidades de construção de narrativa na fotografia contemporânea, apresentando ao público o processo de confrontamento entre duas materialidades distintas. Para a ocupação, o artista Régis Amora utilizará como ponto de partida os fotozines de sua autoria lançados pelo selo editorial do Descoletivo, coletivo fotográfico o qual fundou e faz parte. Os fotozines, intitulados Rota #1 e Rota #2, têm sua narrativa composta por imagens de arquivos domésticos, presumidamente das décadas de 60 e 70, encontrados na internet a partir de negativos escaneados e disponibilizadas para consulta e download em bibliotecas digitais. A ocupação do espaço externo do centro cultural consiste em expor nas paredes um novo arranjo do conjunto de imagens dos dois fotozines, em papel fotográfico e em tamanho superior ao dos fotozines, emulando a possibilidade de uma exposição a partir deste trabalho. Os fotozines estarão à disposição do público para consulta em dois totens estrategicamente localizados frente à cada conjunto de imagens. O artista deverá, durante os 45 dias de ocupação do espaço, realizar alterações, sem aviso prévio ao público, da ordem das imagens, num constante jogo de edição e experimentação de narrativa.

 

Serviço:

 

10 a 30 de Dezembro de 2019

De segunda a quinta, das 8h às 22h; e de sexta a domingo e feriados, das 8h às 23h.

Acesso gratuito.

 

 

 

Multigaleria

 

Folclore em Cena

 

O "Folclore em cena" é fruto da cobertura fotográfica do Festival Internacional de Folclore do Ceará, evento esse que reúne por ano mais de 500 artistas de cultura popular em cada edição. Montagem da exposição ''Folclore em Cena" sob os olhares de fotógrafos convidados para difusão e circulação no mês da cultura. 

 

10 a 30 de Dezembro de 2019

De terça a domingo, das 14h às 20h (acesso até às 19h30)

Acesso gratuito.

 

 

 

 

Acessibilidade

 

O Museu da Cultura Cearense agora conta o atendimento de um educador surdo e intérprete de libras a fim de viabilizar o acesso à comunicação, à informação e à cultura no museu. Confira no vídeo.

 

 

 

 

 AGENDAMENTO

Para agendamento de grupos e escolas para visitação dos museus é fundamental entrar em contato pelo telefone (85) 3488-8621  e através do email: agendamentomuseus@gmail.com

 

 

 

PARCEIROS