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MCC encerra exposição sobre Umbanda e Candomblé com Cortejo
Finissage da exposição "Festa, Baia, Gira Cura" será marcada pelo cortejo "Deixa a Gira Girar!", com Patrícia Adjokê e banda Grupo D'Passagem
18/01/24 às 11h52

     Foto: Ana Raquel S.

 

     Museu da Rede Pública de Equipamentos Culturais da Secretaria da Cultura do Ceará (Secult Ceará) que integra o Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura (CDMAC), gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM), o Museu da Cultura Cearense (MCC)  promove a finissage de "Festa, Baia, Gira, Cura", uma exposição que o convida o público para um passeio pelo universo das religiões de matrizes afroindígenas.  Com curadoria de Marília Oliveira e Rafael Escócio, acervo fruto de pesquisa do antropólogo Jean dos Anjos, ao longo de 20 anos, a exposição fica em cartaz até dia 28 de janeiro (domingo). As visitações podem ser feitas de quarta a sexta, das 9h às 18h (com acesso até as 17h30), e aos sábados, domingos e feriados, das 13h às 18h (com acesso até as 17h30).

    No domingo (21), data instituída como Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, às 17h, o evento será marcado pelo cortejo "Deixa a Gira Girar!", com Patrícia Adjokê e banda Grupo D' Passagem. Com início na entrada da Leste-Oeste do Centro Dragão do Mar, a ocasião faz alusão ao momento que finaliza as giras, festas e trabalhos nos terreiros, em que as entidades cantam e deixam suas marcas antes de subirem.  Jean dos Anjos explica que "o Cortejo é uma caminhada de celebração, uma festa", assim, "é simbólico terminar com o cortejo porque continuamos caminhando, a luta dos povos de terreiro não acabou".


 

Sobre a exposição

 

     Em cartaz desde setembro de 2023, a exposição inaugura os festejos de 40 anos do terreiro de Umbanda e Candomblé Cabana do Preto Velho da Mata Escura | Ilé Àse Ojú Oya, localizado no bairro Bom Jardim, e convida o público a conhecer mais sobre o universo das religiões de matriz afroindígenas. "A visibilidade da exposição foi importante tanto para nós, fortalezenses, como para o público turista, porque mostra que temos cultura de terreiro, além de subverter a invisibilidade", comenta o pesquisador.

    Com mais de 15 mil visitantes desde sua abertura, "Festa, Baia, Gira, Cura" nasce a partir da historicização do terreiro homenageado. O título surge a partir de elementos primordiais nas celebrações afroameríndias e das vivências do pesquisador. Compreendendo "Festa" como condição de sociabilidade humana, são apresentadas fotografias e materialidades das festas e rituais do terreiro, com enfoque especial para a festa da Rainha Pombagira Sete Encruzilhadas e Exú, a qual ele acompanha desde 2013. Dividida em quatro núcleos, a exposição mostra a riqueza da cultura dos terreiros, bem como a resistência dos povos de terreiros na busca pela preservação da memória da umbanda e do candomblé, e a luta dos seus praticantes pelo fim do racismo religioso. 

 

Sobre o artista


    Jean dos Anjos, nascido e criado em Fortaleza, Ceará, é antropólogo, fotógrafo e macumbeiro. Doutorando em Sociologia pelo PPGSociologia da Universidade Estadual do Ceará (UECE). Realizou exposições individuais e coletivas no Ceará, Pará, Rio de Janeiro, Santa Catarina entre outros estados brasileiros. Premiado no Salão de Abril, em 2016 e 2023. Selecionado para o Prêmio Pierre Verger da Associação Brasileira de Antropologia (ABA) da qual é membro. Participou da Temporada Formativa do Laboratório de Artes Visuais da Escola Porto Iracema das Artes, em 2019. É pesquisador do Laboratório de Antropologia e Imagem (LAI/UFC).




Sobre os curadores

 

     Marília Oliveira é cearense de São Benedito, interessada em autoficção, memória, narrativa, imagem e palavra. Doutoranda em Artes Visuais pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e mestra em Comunicação pela Universidade Federal do Ceará (UFC). Atualmente pesquisa imagem e imaginação, fabulação crítica, o visível e o invisível na imagem fotográfica. É integrante do Descoletivo, coletivo de fotografia, e do FrestaLab,  selo independente de edição de fotolivros e fotozines. Tem quatro fotolivros publicados, três deles em parceria com Régis Amora, pelo Descoletivo. Participou de exposições coletivas e mostras no Brasil, na França, em Portugal e na Espanha. Em 2022, participou da residência Mira Latina LAB, da residência com Eustáquio Neves em seu ateliê AEN, do Programa de Residências e Intercâmbios do Porto Dragão e do Ateliê de Criação do MIS-CE, além de integrar a coletiva Imaginários Queer, no Museu de Bellas Artes de Xátiva, na Espanha, e de lançar a Revista NERVA, da qual foi curadora e idealizadora. Em 2023, realizou sua terceira exposição individual, "Elas chegam pelo mar", parte de sua pesquisa de doutorado, no Museu de Arte Contemporânea do Ceará (MAC-CE), projeto selecionado na Temporada de Artes Visuais, ação da Rede Pública de Espaços e Equipamentos Culturais do Estado do Ceará (Rece) da Secretaria de Cultura do Estado do Ceará (Secult-CE) em parceria com o Instituto Dragão do Mar (IDM).

     Rafael Escócio é pesquisador e curador. Licenciado em Artes Visuais/IFCE. Atuou como Coordenador do Núcleo Educativo do Museu de Arte Contemporânea do Ceará / MAC DRAGÃO (2021/2023). Realizou a co-curadoria das exposições "Das águas que tudo arrastam..." (2021), Terraplanagem (2018), e Bem Me Quer Mal Me Quer - Cartografias de Si (2018). Foi contemplado nos editais Arte Caucaia - Edital de Premiação de Artistas e Grupos Culturais (2021) e Edital das Artes de Fortaleza/SECULTFOR (2016). Atualmente vive e trabalha em Fortaleza/CE.


 

Sobre Mãe Patrícia Adjokê 

 

     Dofona de Obaluayê, multiartista, escritora de literatura infantojuvenil, contista, poeta, cantora e percussionista. Pedagoga, assessora pedagógica da Coordenadoria de Políticas Públicas de Igualdade Racial, coordenadora da Biblioteca Afrocomunitaria Adjokè, Mestranda em Educação no Eixo: Cultura, História, Filosofias e Pedagogias Afrorreferenciadas, Pesquisadora do Núcleo das Africanidades Cearenses - NACE/UFC.

 

Grupo D' Passagem

 

     Nascido a partir do desejo de manter um diálogo entre o corpo afro-ancestral e os tambores ao ritmo do Samba Reggae e dos sambas de terreiro, dá passagem ao Axé com composições autorais. É composto por seis músicos: Joice Forte, Fellipe Farias, Biro Araújo, Davi Weyne, Wesley.



 

Serviço: FINISSAGE da exposição "Festa, Baia, Gira, Cura" com Cortejo "Deixa a Gira Girar!" com Patrícia Adjoke e Grupo D' Passagem

Data: 21 de Janeiro

Dia da semana: Domingo

Horário: 17h

Local: Museu da Cultura Cearense (MCC), no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura (Av. Pres. Castelo Branco, S/N, em frente à Praça Cristo Redentor)

Gratuito e livre ao público.

PARCEIROS
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